Como criar o roadmap de transformação digital mais ajustado à sua empresa.

Agora!! Esta é a palavra-passe para a transformação digital. As organizações não têm como adiar a digitalização, sob pena de perderem competitividade e arriscarem perder terreno no mercado concorrencial. Já não se trata de gestores que ficam a ver “passar navios”, mas de gestores que agem para transformar o seu “navio” num negócio disruptivo, redesenhando os processos e suportando-os em recursos tecnológicos que, mais do que desmaterializar procedimentos, lhes acrescentem valor, flexibilidade, eficiência e permitam melhorar a tomada de decisão.

Segundo a Forbes, 87% das empresas acreditam que o digital irá revolucionar o seu negócio, e 70% admitem já ter uma estratégia de transformação digital ou já estar a trabalhar na definição de uma. No entanto, apenas 44% já estão preparadas para essa transformação.

Claro que o salto para a digitalização não tem de ser de cabeça, nem um looping radical de decisões precipitadas e de investimentos imponderados. É preciso, isso sim, planear um roadmap. Como? Passo-a-passo com os olhos postos no futuro a médio prazo e nos resultados a obter.

Este roadmap deverá ser um plano de ação à medida da organização, que alinhe o caminho digital e o caminho de negócio, cruzando tecnologias e áreas operacionais, tendo em vista o investimento que é necessário para melhorar processos e aumentar a rentabilidade do negócio.

O ponto de partida é identificar a pessoa ou as pessoas que irão definir o documento onde deverá figurar o nível de maturidade tecnológica, o tipo de gestão, de perfis e competências e a cultura organizacional. Para além das suas responsabilidades, esta equipa deverá conhecer e acompanhar as tendências digitais, coordenar e determinar as necessidades de digitalização dos vários departamentos.

Alguns pontos que devem figurar no roadmap:

  • Verificar se a liderança e os colaboradores estão alinhados, e a gestão disposta a suportar e a defender a abordagem/estratégia a seguir.

  • Avaliar a maturidade digital da organização.
  • Definir claramente a estratégia para a transformação digital, onde figurem todos os passos a seguir e os pilares que sustentarão a empresa na sua viagem para o digital.

  • Definir objetivos claros para os próximos anos, priorizando as medidas que irão trazer maiores benefícios à empresa.

A identificação dos pilares que suportarão a transformação digital é essencial e eles são sobejamente conhecidos das organizações:

Pessoas

As pessoas estão no centro da transformação digital e são responsáveis pelo seu sucesso. Por esta razão, deve ser o primeiro ponto a ser considerado numa iniciativa de transformação digital. A humanização da tecnologia está em evidência nos processos de transformação digital, estando o fator humano sempre presente na cadeia de valor, desde a interação com colaborador até a experiência do consumidor final, que nos novos cenários tecnológicos tem uma postura muito interativa, influenciando o posicionamento das empresas no mercado.

Processos

Os processos operacionais e de negócio devem ser redesenhados para ir ao encontro das novas tecnologias que forem implementadas para servir os objetivos definidos.  Com uma abordagem holística, os gestores definem, testam e implementam os processos que se querem mais flexíveis, ágeis, inovadores e menos suscetíveis a erros.

Tecnologia

A tecnologia é a mais importante aliada da empresa no processo de digitalização, produzindo impacto na otimização dos processos internos, assim como no relacionamento com o cliente e na experiência proporcionada.

Todas estas “regras” são essenciais para se evitar um dos maiores erros dos processos de transformação digital: o sub ou sobredimensionamento dos projetos. Por desconhecimento de mercado, falta de equipas especializadas ou incorreta identificação de todos os requisitos, muitas empresas acabam por ficar com soluções que não respondem totalmente às suas necessidades ou disponibilizam ferramentas e recursos desnecessários que nunca serão usados. Outro perigo é a aquisição de tecnologias isoladas sem uma visão global de sistema. Não basta identificar isoladamente as soluções que se ajustam na perfeição às exigências do negócio. É preciso perceber se elas funcionam bem em conjunto, se são escaláveis, se existem incompatibilidades de integração.

Um parceiro especializado pode ajudar a evitar estes erros e a desenhar uma solução global e totalmente ajustada, mas para isso não basta que ele tenha um sólido know-how tecnológico. É importante que o parceiro conheça o setor de atividade onde a empresa/cliente opera – os problemas e requisitos – e tenha experiência de mercado que permita rapidamente escolher as soluções mais ajustadas a cada perfil de cliente e de negócio. É esta combinação que pode ajudar a garantir o sucesso do projeto.

Conclui-se que a transformação digital muda os processos, as organizações e as pessoas, imprimindo melhorias na competitividade das empresas, o que a médio prazo se traduzirá em maior rentabilidade e competitividade. A capacidade de adaptação ao mercado em vertiginosa evolução é uma justificação mais do que válida para “espicaçar” as empresas a avançarem com a sua digitalização, mas a fazerem-no, devem ter em conta que não devem avançar sem um plano e sem ter bem definidos os pilares que sustentarão toda a mudança. Um parceiro experiente, como a CIBEN, pode ser a estrela guia num projeto desta natureza e no apoio à definição de um roadmap ajustado.